PRÁTICAS INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES DE SAÚDE EM UBERLÂNDIA, MINAS GERAIS: O PROCESSO DE IMPLANTAÇÃO NA PERSPECTIVA DOS TRABALHADORES

Autores

  • Cáritas Martins Alves Universidade Federal de Uberlândia
  • Rosimár Alves Querino Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM)

DOI:

https://doi.org/10.14393/Hygeia153246912

Palavras-chave:

Medicina Integrativa. Terapias Complementares. Políticas Públicas de Saúde.

Resumo

A Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), desde 2006, incorpora as Medicinas Tradicionais e Complementares no Sistema Único de Saúde (SUS) e fomenta a inserção dessas terapias pelos municípios. O presente artigo objetiva compreender a implantação das práticas integrativas no município de Uberlândia, Minas Gerais na perspectiva dos trabalhadores que atuaram no processo de criação do Centro de Referência em Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (CRPICS). Trata-se de estudo qualitativo desenvolvido com entrevistas semiestruturadas com trabalhadores e gestores. As entrevistas foram analisadas de modo temático. O estudo evidenciou comprometimento dos trabalhadores, envolvimento do conselho de saúde e participação da sociedade civil na institucionalização das Práticas Integrativas e Complementares de Saúde (PICS). Destacou-se a contribuição de financiamento federal no processo de implantação do CRPICS. Dentre os obstáculos enfrentados destacaram-se: resistências oriundas do modelo biomédico, dificuldades para institucionalização das PICS na política e na gestão municipal, reduzido número de trabalhadores para a atuação com PICS e implementação da fitoterapia. A ampliação das PICS na atenção primária e a formação de trabalhadores são fundamentais para a consolidação da PNPIC em âmbito municipal.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Cáritas Martins Alves, Universidade Federal de Uberlândia

Discente do Programa de Mestrado Profissional em Saúde do Trabalhador e Saúde Ambiental do Instituto de Geografia da Universidade Federal de Uberlândia

Rosimár Alves Querino, Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM)

Professora Associada do Departamento de Saúde Coletiva do Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Federal do Triângulo Mineiro. Integrante do Núcleo de Pesquisa em Saúde e Sociedade (NUPESS/UFTM).Docente do Programa de Mestrado Profissional em Saúde do Trabalhador e Saúde Ambiental do Instituto de Geografia da Universidade Federal de Uberlândia na linha de pesquisa Saúde do Trabalhador

Pós-Doutorado. 
Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto - USP, EERP-USP, Brasil. 
Grande área: Ciências da Saúde

Referências

REFER

ALI, A; KATZ, D.L. Disease prevention and health promotion: how integrative medicine fits. American Journal of Preventive Medicine, New York, v. 49, n. 5, S 230

AZEVEDO, E.; PELICIONI, M. C. F. Práticas integrativas e complementares de desafios para a educação. Trabalho Educação e Saúde, Rio de Janeiro, v. 9 n. 3, p. 361-378, nov. 2011/fev. 2012. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/tes/v9n3/v9n3a02.pdf> Acesso em: 18 jun. 2018.

BILHARINHO JUNIOR, C. R. Análise institucional e práticas integrativas e complementares em saúde: o caso do Lian Gong. In: L

BRASIL. Ministério da Saúde. Edital nº 01 de 24 de maio de 2013: seleção pública de projetos de arranjo produtivo local de plantas medicinais e fitoterápicos no âmbito do SUS. Disponível em: <http://portalarquivos2.saude.gov.br/images/pdf/2014/abril/02/Edital-APL-2013.pdf>. Acesso em: 28 maio 2018.

BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria n° 702, de 21 de março de 2018. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 22 mar. 2018. Seção 1, p. 65. Disponível em: <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2018/prt0702_22_03_2018.html>. Acesso em 14 ago. 2018.

BRASIL. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Política nacional de práticas integrativas e complementares no SUS: atitude de ampliação de acesso. 2. ed. Brasília, DF, 2015.

BRASIL. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Práticas integrativas e complementares: plantas medicinais e fitoterapia na atenção básica. Brasília, DF: 2012. Disponível em: <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/praticas_integrativas_complementares_plantas_medicinais_cab31.pdf>. Acesso em: 25 maio 2018.

BRASIL. Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos. Departamento de Assistência Farmacêutica. Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos. Brasília, DF, 2006. Disponível em: <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/politica_nacional_fitoterapicos.pdf> Acesso em: 25 maio 2018.

BRAUN, V.; CLARKE, V. Using thematic analysis in psychology. Qualitative Research in Psychology, London, v. 3, n. 2, p. 77-101, 2006. Disponível em: <https://www.tandfonline.com/doi/abs/10.1191/1478088706qp063oa>. Acesso em: 14 ago. 2018

CONFERENCIA MUNICIPAL DE SA

CONFER

CONFER

CONFER

GENTIL, L B; ROBLES, A.C.C; GROSSEMAN, S. Uso de terapias complementares por mães em seus filhos: estudo em um hospital universitário. Ciência e Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 15, Supl 1, p. 1293-1299, 2010. Disponível em: <https://www.scielosp.org/pdf/csc/2010.v15suppl1/1293-1299/pt> Acesso em: 20 jun. 2018.

GREESON, J. M. et al. Integrative medicine research at an Academic Medical Center: patient characteristics and health-related quality-of-life outcomes. Journal of Alternative and Complementary Medicine, New York, v.14, n. 6, p. 763

. Acesso em: 20 mar. 2018.

ISCHKANIAN, P. C.; PELICIONI, M.C.F. Desafios das práticas integrativas e complementares no SUS visando a promoção da saúde. Revista Brasileira de Crescimento e Desenvolvimento Humano, São Paulo, v. 22, n. 1, p. 233-238, ago. 2012. Disponível em: <http://www.revistas.usp.br/jhgd/article/view/44936>. Acesso em: 10 mar. 2017

JOYCE J.; HERBISON G. P. Reik for depression and anxiety. The Cochrane Database of Systematic Reviews, Oxford, v. 3, n. 4, p. 1-36, Apr. 2015. Disponível em: <https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25835541>. Acesso em: 16 jun. 2018.

L

LINS, J.A.B. J.; NUNES, J.G; AROUCHA, E.B.L. Um Olhar trimembrado sobre a implantação de serviços de práticas integrativas e complementares em saúde. In: BARRETO, Alexandre F. (Org.). Práticas integrativas em saúde: proposições teóricas e experiências na saúde e educação. Recife: Ed. UFPE, 2014. cap. 9, p. 155-174

LUZ, M.T. Cultura Contemporânea e Medicinas Alternativas: Novos Paradigmas em Saúde no Fim do Século XX. PHYSIS. Revista de Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 15, Suplemento, p. 145-176, 2005. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/physis/v15s0/v15s0a08.pdf>. Acesso em: 08 jun. 2017.

MARTINS, P. H. Prefácio. In: BARRETO, Alexandre F. (Org.). Práticas integrativas em saúde: proposições teóricas e experiências na saúde e educação. Recife: Ed. UFPE, 2014, p. 7-12

MINAYO, M.C.S. O desafio do conhecimento. 11. ed. São Paulo: Hucitec, 2010.

OLIVEIRA, R. M.J. Efeitos da prática do reiki sobre aspectos Psicofisiológicos e de qualidade de vida de idosos com sintomas de estresse: estudo placebo e randomizado. 2013. 165 fl. Tese (Doutorado) - Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo, São Paulo, 2013. Disponível em: <http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/22764>. Acesso em 16 jun. 2018.

OTANI, M.A.P.; BARROS, N.F. A medicina integrativa e a construção de um novo modelo na saúde. Ciência & Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 16, n. 3, p. 1801

PEREIRA, C.F.; VILLELA, W.V. Acupuntura na rede pública de saúde: uma análise sobre a organização e funcionamento na unidade de referência em Uberlândia-MG. Boletim do Instituto de Saúde, São Paulo, v. 13, n. 2, p. 156-161. 2011. Disponível em: <http://periodicos.ses.sp.bvs.br/pdf/bis/v13n2/v13n2a08.pdf>. Acesso em: 14 ago. 2018.

RODRÍGUEZ, L.D. et al. Uma sessão de Reiki em enfermeiras diagnosticadas com síndrome de Burnout tem efeitos benéficos sobre a concentração de IgA salivar e pressão arterial. Revista Latino-Americana de Enfermagem, Ribeirão Preto, v. 19, n. 5, set./out. 2011. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/rlae/v19n5/pt_10>. Acesso em: 16 jun. 2018.

SAMPAIO, A.T. L. Educação em Saúde: Caminhos para Formação Integrativa. In: BARRETO, Alexandre A. (Org.). Práticas integrativas em saúde: proposições teóricas e experiências na saúde e educação. Recife: Ed. UFPE, 2014. cap. 6, p. 99-174.

SANTOS, F.A. S. et al. Política de práticas integrativas em Recife: análise da participação dos atores. Revista de Saúde Pública, São Paulo, v. 45, n. 6, p. 1154-1159, 2011. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/rsp/v45n6/2916.pdf>. Acesso em: 11 jun. 2018.

SANTOS, M.C.; TESSER, C.D. Um método para a implantação e promoção de acesso às Práticas Integrativas e Complementares na Atenção Primária à Saúde. Ciência & Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 17, n. 11, p. 3011-3024, 2012. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/csc/v17n11/v17n11a17.pdf>. Acesso em: 25 maio 2018.

SARAIVA, A. M.; FERREIRA FILHA, M.O.; DIAS, M.D. As práticas integrativas como forma de complementaridade ao modelo biomédico: concepções de cuidadoras. Revista de Pesquisa: cuidado é fundamental, Rio de Janeiro, v. 3, n. supl., p.155-163, dez. 2011. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/rbpm/v13n4/a14v13n4>. Acesso em: 23 maio 2018.

SILVA, J.B. As práticas do uso de plantas medicinais e fitoterápicos por trabalhadores de saúde na atenção básica. 2012 155 fl. Dissertação (Mestrado) - Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2012. Disponível em: <http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22133/tde-15012013-113218/pt-br.php>. Acesso em: 25 maio 2018.

SILVA, M.I. G. et al. Utilização de fitoterápicos nas unidades básicas de atenção à saúde da família no município de Maracanaú (CE). Revista Brasileira de Farmacognosia. João Pessoa, v.16, n. 4, p. 455-462, 2006.

SOUZA, C.R; BOTAZZO, Carlos. Construção social da demanda em saúde. Physis Revista de Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 23, n. 2, p. 393-413, 2013.

SOUSA, I.M. C. et al. Práticas integrativas e complementares: oferta e produção de atendimentos no SUS e em municípios selecionados. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 28, n. 11, p.2143-2154, nov., 2012. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/csp/v28n11/14.pdf > Acesso em: 11 jun. 2018.

TELESI JUNIOR, E. Práticas integrativas e complementares em saúde, uma nova eficácia para o SUS. Estudos Avançados, São Paulo, 2016, v. 30, n. 86, p. 99-112, 2016. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/ea/v30n86/0103-4014-ea-30-86-00099.pdf> Acesso em: 11 jun. 2018.

TESSER, C. D; SOUSA, I.M.C. Atenção primária, atenção psicossocial, práticas integrativas e complementares e suas afinidades eletivas. Saúde e Sociedade, São Paulo, v. 21, n. 2, p. 336-350, 2012. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/sausoc/v21n2/a08v21n2.pdf>. Acesso em: 25 ago. 2017

TONG, A.; SAINSBURY, P.; CRAIG, J. Consolidated criteria for reporting qualitative research (COREQ): a 32-item checklist for interviews and focus groups. International Journal of Quality in Health Care, Kidlington, v. 19, n. 6, p. 349-357. Disponível em: <https://academic.oup.com/intqhc/article/19/6/349/1791966>. Acesso em: 25 ago. 2017.

TORRES, K. R. Os Arranjos Produtivos Locais no contexto da implementação da Política e do Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos. In: Oliveira, Carlos W. A et al. (Org.). Arranjos produtivos locais e desenvolvimento. Rio de Janeiro: IPEA, 2017, p. 267-280. Disponível em: <http://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/livros/livros/171010_livro_arranjos_produtivos.pdf>. Acesso em: 17 jan. 2019.

UBERL

UBERL

UBERL

UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERL

Downloads

Publicado

2019-10-23

Como Citar

ALVES, C. M.; QUERINO, R. A. . PRÁTICAS INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES DE SAÚDE EM UBERLÂNDIA, MINAS GERAIS: O PROCESSO DE IMPLANTAÇÃO NA PERSPECTIVA DOS TRABALHADORES. Hygeia - Revista Brasileira de Geografia Médica e da Saúde, [S. l.], v. 15, n. 32, p. 149–163, 2019. DOI: 10.14393/Hygeia153246912. Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/hygeia/article/view/46912. Acesso em: 13 ago. 2022.

Edição

Seção

Artigos