Peixes que dão choques, ratos venenosos: a fauna americana e seus usos na real vila de Cuiabá.

Autores

  • Rafael Dias da Silva Campos História
  • Christian Fausto Moraes dos Santos História/UEM-PR

Resumo

A ciência é constantemente retratada como um processo desenvolvido por grandes homens, mas o "progresso" inerente a esta percepção deixa de observar que a ciência também é desenvolvida por não profissionais. No caso do Iluminismo, esta idéia é ainda mais forte devido a centralidade dada à França. Todavia, não foram apenas os famosos iluministas que buscaram compreender o universo natural. O cronista José Barbosa de Sá relatou suas impressões sobre a fauna colonial, tornando sua obra Dialogos Geograficos, Chronologicos, Politicos, e naturais (1769) uma importante fonte de pesquisa histórica sobre o estado da natureza no sertão setecentista, sobre sua diversidade e impacto causado pela ação antrópica. Portanto, este artigo analisará o relato de Barbosa de Sá, buscando discutir elementos pouco observados para o contexto iluminista, principalmente no campo da história da ciência.

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Biografia do Autor

Rafael Dias da Silva Campos, História

Bolsista Capes (Programa de Doutorado Pleno no Exterior, processo 0956/12-0), é Investigador Visitante no Centro de História de Além-Mar (CHAM, Universidade Nova de Lisboa) e Associate Editor na De Gruyter Open. Doutorando em História por esta Instituição.

Christian Fausto Moraes dos Santos, História/UEM-PR

Professor do Programa de Pós-Graduação em História (Universidade Estadual de Maringá) e coordenador do Laboratório de História, Ciências e Ambiente. Professor Adjunto na Universidade Estadual de Maringá; é doutor em História das Ciências e da Saúde pela Fiocruz e pós-doutor pela UFMG.

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Publicado

2015-07-22

Como Citar

CAMPOS, R. D. da S.; SANTOS, C. F. M. dos. Peixes que dão choques, ratos venenosos: a fauna americana e seus usos na real vila de Cuiabá. Revista História & Perspectivas, [S. l.], v. 27, n. 52, 2015. Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/historiaperspectivas/article/view/30968. Acesso em: 9 dez. 2022.

Edição

Seção

Artigos