HISTÓRIA DO ENSINO RURAL NO MUNICÍPIO DE UBERLÂNDIA-MG (1950 A 1979): OS SUJEITOS E SUAS PRÁTICAS

Autores

  • Caroline Abreu Araujo Universidade Federal de Uberlândia
  • Sandra Cristina Fagundes de Lima Universidade Federal de Uberlândia

Palavras-chave:

História do Ensino Rural. História da Educação. Fontes. Sujeitos das Escolas Rurais.

Resumo

Resumo: Esse artigo tem como objetivo relatar as atividades de pesquisa realizadas durante o primeiro ano do projeto PIBIC/FAPEMIG (Nº do Processo: HUM 17/2009) "História do ensino rural no município de Uberlândia-MG (1950 a 1979): os sujeitos e suas práticas" coordenado pela Profª. Drª. Sandra Cristina Fagundes de Lima. O tema desta pesquisa consiste na história do ensino rural em Uberlândia, no período de 1950 a 1979. Nesse primeiro ano de pesquisa, dedicamos à compreensão de como o ensino rural estava organizado no município de Uberlândia no período em estudo. Para tanto, os nossos objetivos foram: a) Identificar quantas e quais eram as escolas rurais no município de Uberlândia; b) Analisar o perfil dos alunos no que diz respeito ao sexo e faixa etária; c) Apreender a rotatividade de alunos quanto ao ingresso e conclusão da 1ª série primária; d) Observar o perfil dos professores; e) Pesquisar a participação do Município na manutenção das escolas; f) Perscrutar a representação da imprensa sobre o ensino rural. Para atingir esses objetivos consultamos e analisamos as seguintes fontes que se encontram no acervo do Arquivo Público de Uberlândia (ArPU): Jornal Correio de Uberlândia, Jornal "O Repórter", Atas do Legislativo, Livros de Registro de Matrículas, Livro de Registro de Freqüência dos alunos, Quadro de Promoção das Escolas do ano de 1969 e Livro de Requisição de Material dos anos 1971 e 1972. Após análise dos dados podemos afirmar que muitas escolas rurais eram criadas, reformadas, tinham seus nomes alterados, mas, muitas também eram fechadas, principalmente pelo baixo número de matriculas. Em 1974 encontramos nos jornais e atas o último dado referente ao número de escolas rurais, sendo divulgada existência de 44 unidades escolares. Identificamos um total de 210 professores, sendo 199 professoras e 11 professores. Concluímos, portanto, que as escolas rurais exerciam um papel fundamental na alfabetização das crianças, porém ficavam em segundo plano, principalmente pela falta de investimentos e desinteresse do poder público que tinha como prioridade os problemas do meio urbano. As aulas na zona rural obedeciam a mesma planificação da zona urbana, assim os conteúdos das escolas eram equivalentes, uma vez que os testes e provas eram idênticos. Os alunos que ingressavam na primeira série primária enfrentavam muitas dificuldades para concluir o ano letivo. A rotatividade se dava em sua maioria devido às mudanças residenciais dos pais e por causa da participação dos filhos na lavoura e nas tarefas domésticas.

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Publicado

2011-09-15

Edição

Seção

Educação