A pedagogia científica em finais do XIX:

alguma leitura e escrita do debate português

Autores

  • Carlota Boto

DOI:

https://doi.org/10.14393/REVEDFIL.v15n29a2001-712

Palavras-chave:

educação, escola, história da educação, pedagogia, ciência, Portugal

Resumo

O texto aqui apresentado tem por objetivo traçar os contornos do debate ocorrido em Portugal na fronteira entre os séculos XIX e XX. Naquela altura, os imperativos do desenvolvimento cientifico e tecnológico alçavam a educação ao patamar de alicerce da prosperidade nacional. Supunha-se que Portugal se atrasara em relação aos demais países europeus por não ter sido capaz de construir, pela ampliação e divulgação da cultura, uma civilização pautada perante critérios cientificos. O debate sobre a extensão da escola para camadas cada vez mais amplas da população assume tonalidade diferenciada quando os teóricos da pedagogia emprestam linguagens de diferentes áreas para consdtuir um mosaico daquilo que, desde então, se passaria a chamar "ciência da educação".

 

ABSTRACT:

 

Through the text presented we intend to outline the debate that ocurred in Pongal in the transition from the 19 to the 20th centuries. At that time, the imperatives of scientific development had reached education as a basis for the national prosperity. It was belived that Portugal had fallen behind in comparison to the other European contries because it was not capable of constructing a civilization directed by scientific criteria, through the expansion and spreading of culture. The debate over the extension of schools to increasingly broader segments of the population acquires a different meaning when the theoretic of Education make use of language from several other areas of knowledge in order to create a mosaic of what has become known, since that time, as the Science of Education.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

ARIÈS, Philippe. História social da família e da criança. 2 ed. Rio de Janeiro: Zahar, 1981.

AZANHA, José Mário Pires. Uma ideia de pesquisa educacional. São Paulo: Edusp/Fasesp, 1992.

BADINTER, Elisabeth. Um amor conquistado: o muito do amor materno. 8 ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1985.

CARVALHO, Joaquim Martins de. O uso da palmatória. In: O conimbricense, 47 ano, 5-12-1893.

CHAUÍ, Marilena, O que é ideologia. São Paulo: Brasiliense, 1981.

EDUCAÇÃO Nacional, 7 anno. Porto: Typographia Universal, 1902.

O ENSINO: Revista de instrucçãi primária. 1 e 2 ano. 1885-1886.

A INSTRUCÇÃO portuguesa, 1 anno, volume 1, n. 1 a 13. Porto: Typographia Occidetal, 1886.

NÓVOA, António. Le temps des professeurs? analyse socio-historique de le prefession enseignante ou Portugal. 2 volumes. Lisboa: Instituto Nacional de Investigação Científica, 1987.

N''ÓVOA, António. Uma educação que se diz nova. In: Sobre a Educação Nova: Cartas de Adolfo Lima a Álvaro Viana Lemos (1923-1941). Lisboa: Educa, 1995.

PETITAT, A. Produção de escola/produção de sociedade: análise sociohistórica de alguns momentos decisivos da evolução escolar do Ocidente. Porto Alegre: Artes Médicas, 1993.

REVISTA das escolas; publicação periódica quinzenal, anno 1, Porto, 1985.

TELLES, João José de Souza. Ensino intuitivo: livro destinado ás mães de família e ás professores de instrução primária. Lisboa: Typographia Universal T. Q. Antunes, 1873.

VINCENT, Guy. L'école primaire française: étude sociologique. Lyon: Presses Universitaires de Lyon, 1980.

https://doi.org/10.4000/books.pul.30073

Downloads

Publicado

2008-08-21

Como Citar

Boto, C. (2008). A pedagogia científica em finais do XIX:: alguma leitura e escrita do debate português. EDUCAÇÃO E FILOSOFIA, 15(29), 27–48. https://doi.org/10.14393/REVEDFIL.v15n29a2001-712